quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sua distância veio a acalhar

Que bom. Sua partida veio a acalhar.
Bom momento para eu me oxigenar.
Assim bem longe dos olhos, bem longe do coração, bem longe das minhas mãos, bem longe, muito longe, quilômetros de distância.

Ainda bem, bem sem você.

Aqui na noite ou no dia, sem você.

Bem e sem você.

Se choramingar é o início de um fim.

Se não cairem nada, nem houver lamentos, é porque o sentimento já se esgotou.

Oba, quero sentir solidão.

Quero me sentir só e sem retorno.

Quero não ter você para me aquecer e sentir frio.

Oba, assim quem sabe eu saio e vou para o além.

Buscando ninguém, sem você e bem sem você.

Quem sabe, sem buscar ninguém, esbarro em alguém.

Pelo menos não é você.

E neste momento, bem sem você, é a hora de conhecer melhor alguém, arrumar espaço, limpar a casa, não cair mais na desgraça e ficar sem graça porque sempre voltei.

Sentia-me como o drogado, era um vício escondido, era alguém que não se vai.

Agora bem sem você, vou sentir sua ausência e quem sabe também não sentir e nem aguardar seu retorno.

Elaine Ribeiro

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