Imagine o que aconteceu comigo.
Passei dos 15 anos até os 36 anos casada e não sabia.
Nunca me imaginei solteira, com espaços, sem laços, sem fitas e sem cordão.
Sempre vivi em uma redoma, a redoma do relacionamento.
Depois da redoma do namoro, a redoma do noivado, depois do casamento, depois divorciada, novamente presa no namoro, depois novamente na união estável.
Agora, pela primeira vez respirando meu ar em minha própria cama.
Agora só, mas nunca solitária.
Neste momento, ouvindo música, um café esfriando, sorrindo sozinha ou alegre cantando.
Assim eu sou, solteira e sem antes e nem depois.
Me sinto brilhando, luz ofuscando, estrelas saltando, músicos tocando.
Neste sabor do hoje e do amanhã, eu que me rumo, me mando, fujo e me acho.
Consequentemente, meio louca, doida e demente, sou inteligente, certa e saudável.
É minha fase sem fase, é minha rua sem calçada.
Até me imaginei novamente casada, mas parece que minha cama 2x2 é de solteira, parece que meu armário está abarrotado.
Não há espaço na minha vida para dois.
Logo, solteira, pela primeira vez, afasto o STATUS de DIVORCIADA ou de DESAMADA, afinal sou apenas alguém que não se sente largada, pois estou encontrada.
Rumando ao destino, trilhando meu caminho e pela primeira vez Casada não estou.
E pela primeira vez sinto o vento.
Pego meu carro e viajo.
Pego minha família e saio.
Entro na minha casa sorrindo, saio sorrindo, durmo sem gente malcriada.
Oba Destino, esqueci de agradecer, afinal quem sou eu para esquecer.
Fui casada e não sabia.
Elaine Ribeiro
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
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