Parece que num simples pedaço de papel é possível esquecer que ele estava ali.
Mas por vezes ao reler um trecho, um verso, um poema, é como se uma faca cortasse ali.
Aqui, ali, um email, uma mensagem, uma miragem que se torna um copo d'água.
Já planejei, já arquitetei, já fiz obra, já pintei e bordei.
Palavras fortes, apertos de mão, coisas que já criei.
Sem timbre, sem crime, já me culpei.
Hoje sem tempo, sem vento no rosto, sem lamento, sem jogo e com palavras, sei que já inventei.
Agora sem volta, adeus sem revolta, no seus olhos já morei.
Estou indo, andando com pressa, sem salto, de chinelo, sem endereço, mas sempre voltarei.
Elaine Ribeiro
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
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