Marmita nos lembra a refeição que levamos em um pote para comer no almoço ou no jantar.
É aquela famosa quentinha, aquela comidinha que levamos para comer quando bate à fome.
Marmita do trabalhador porque não quer comer em um restaurante na rua, não quer gastar para comer uma comida que não é caseira.
Descobri tal espécie de HOMEM-MARMITA em meus estudos científicos nas baladas cariocas.
É aquele homem que na balada conhece uma mulher e quer logo levar ela para casa, para o apartamento, para a sua residência.
Ele faz questão de chamar logo na primeira noite, cita em alto e bom som: - VAMOS LÁ PRA CASA, QUERO VOCÊ, VAMOS DORMIR JUNTINHOS.
Triste não?
Afinal, o " LÁ PRA CASA " envolve ir para um lugar que o sujeito leva todas, que o sujeito já nem tem criatividade no primeiro dia, envolve um sujeito que não se respeita e leva alguém que mal conheceu para sua casa.
" LÁ PRA CASA " para o HOMEM - MARMITA envolve economizar um dinheirinho na primeira noite, envolve suprir uma carência de fingir que tem alguém e dormir abraçadinho.
O HOMEM-MARMITA quer um corpo quente, sem ter o trabalho de ter que sair de casa após o ato carnal, assim, a mulher sem graça, a BEM QUENTINHA, vai embora quando os raios de sol entram pela fresta da janela.
O HOMEM - MARMITA levou e comeu sua comida com estilo caseiro, na sua cama, no seu travesseiro, do seu jeitinho, bem tradicional.
Depois, bem a BEM QUENTINHA se vai, ele vai catar em outro lugar outra novidade, pois a comida caseira tem que ser variada, pois senão ele enjoa.
Meninas, não caiam nessa.
Evitem ser a BEM QUENTINHA para suprir as carências, sejam especiais, sejam únicas.
Elaine Ribeiro
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
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