quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ÁRVORE ENVENENADA E MALDITA

Mas uma noite de balada, eu e minha nobre companheira, passávamos na Lagoa em época de Natal, ocorre que, parecia que o mundo ia se acabar e havia um excesso de veículos parados e algo que beirava ao desespero.

Estávamos lindas, arrumadas, perfumadas, malhadas, magras e acima de tudo, com muito dinheiro bolso, saúde para dar e vender.

Ambas solteiras, presas no trânsito, aguardando o mundo se acabar.

Então passamos a observar as pessoas que estavam andando no calçadão da Lagoa, em uma visão geral, eram casais de namorados, casais de casados, casados com uma penca de filhos, casados com um time de parentes com filhos, ou seja, era a cena da ÁRVORE DE NATAL, A TAL DA ÁRVORE ENVENENADA E MALDITA, que cria uma atmosfera de desespero natalino, o caos na cidade do Rio de Janeiro.

As pessoas se aglomeram para ver um espetáculo de luzes, um espetáculo de noite, um espetáculo, pois é um espetáculo do HORROR.

Horror, perdoe a palavra, pois pisam na grama, sujam todo o ambiente em volta da Lagoa, o caos no trânsito impera, e o pior de tudo  para um solteiro é ver a cena, a cena do casamento.

Nos questionamos sobre a aparência das mulheres que lá estavam. Uma maioria de quase 95% eram de mulheres cheinhas, sem estarem acompanhando as tendências da moda, com um ar quase que superior e desleixado.

Maridos de mãos dadas com as tais mulheres, felizes ou aparentemente felizes.

Será que é por isso que a taxa de traição no casamento é tão alta?
Será que é por isso, que para casar, não serve a mais bonita?
Será que as mulheres bonitas, malhadas, se destroem ao casarem?
Será que mulheres bonitas não querem casar e estão fadadas a serem solteiras?
Será que os maridos destroem as mulheres?
Será que as mulheres após casarem entram em depressão profunda e a primeira coisa que destroem é sua aparência?
Ficam então vários questionamentos sobre a árvore.

Pode ser que apenas tenha sido uma triste coincidência, pode ser que demos azar ao passar por ali naquele dia.

Mas deu medo de tal maldição.

Afinal a tal árvore poderia ter enfeitiçado as pessoas.

Magia um tanto negra, mas com luzes, pois é NATAL.

Elaine Ribeiro, fugindo da árvore.

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