quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A MULHER MACACA

Ela se pendurava no pescoço dele e dizia palavras de amor.
Fazia beiço, dengo, coçava as  costas, só faltava catar piolho.

Uma MULHER MACACA meio sem desenvolvimento, fazia tudo por instinto.

Chamava ele de apelidos, ria de qualquer babaquice, acha lindo o simples fato de ele existir.

Assim a MACACA pulava no galho, balançava, gritava, resmungava, tudo para chamar a atenção.

Só queria carinho, um afago, para voltar com alegria a PULAR.

Pular de amor no peito, sorriso cheio de dentes, agradecer ao universo.

Mas ele não percebeu.

No zoológico de si mesma, a MULHER MACACA, ficou parada no galho, encolhida dentro de uma folhagem, esperando passar aquela sensação de vazio, se segurando no galho para não cair no chão.

Silêncio, a MACACA queria pensar, mas apaixonada deixou de ser inteligente.

Era só mais um animal na floresta da vida, alguém que perdeu sua razão, alguém do mundo animal, machucada, presa na jaula da emoção.

Aprendendo como sair da jaula a MULHER MACACA espera o tempo, afinal com ele há o ciclo da vida, do desenvolvimento e da compreensão.

Sanidade, o galho caiu.

Uma lágrima, a MACACA de LAGARTA VIROU BORBOLETA, saiu andando em duas pernas, afinal ficou de quatro muito tempo e acabou com dor nas costas.

Enfim, ser MULHER.

Inteira e lógica.

Elaine Ribeiro.

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