quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

HOMEM ENCOSTO MAS A CARA DE FAMOSO

Em mais uma das minhas NOITES no Rio de Janeiro, em certo bar denominado VELLOSO, em um certo bairro denominado LEBLON, estava como minha nobre companheira em mais uma noite de investigação científica.

Em tal bar lotado, conseguimos uma mesa para 4, sentamos e começamos a pedir coisas para beber,   algo meio estranho, pois nunca fomos em um barzinho em nossa primeira parada na NOITE.

Ficamos lá, meio mortas vivas, vendo o vai e volta das pessoas.

Primeiro um turista louco, que paquerava todas e todos, sentou em nossa mesa, falou uma série de babaquices e como não arrumou nada, levantou e partiu.

Ufa...Alívio...

Depois um grupo de paulistas, meninas e meninos, pediram para sentar.

O garçon os espulsou da mesa, pois a mesa não poderia ser dividida em duas contas separadas, então, mais uma vez, ficamos com duas cadeiras vazias.

O fato mais engraçado, é que estávamos vestidas para a BALADA HARD, A NIGHT RED BULL, não para um barzinho, por isso, todos nos olhavam, todos nos queriam, até as mulheres olhavam para nossa mesa.

Assim, muito cansadas, já desistindo e com vontade de ir embora, começamos a nos preparar para fechar a conta.

Quando de repente, entra um rapaz alto, muito bonito, que parecia um artista da GLOBO, minha amiga, automaticamente, acorda da cadeira e diz:_ É o THIAGO LACERDA?

Mas como nem só de pão vive o homem, THIAGO QUASE LACERDA senta na cadeira em nossa mesa.

Quase Lacerda resolve monopolizar minha amiga VESTIDA PARA MATAR, resolve queimar o filme e afastar todos os pretendentes.
Coloca o braço atrás da cadeira dela.

Mas ao invés de continuar a fazer o seu papel de queima filme, levanta como por impulso e vai para outra mesa que vagou.

O HOMEM QUASE LACERDA, era na verdade um ENCOSTO, desses que vem apenas para atrapalhar a nossa NOITE DE BARZINHO, aquele que não quer nada, só queria sentar e descançar as pernas, só queria tirar nosso brilho, só queria dar um tempinho.

Desse tipo de ENCOSTO o inferno está cheio.

É preciso começar a reconhecer tais tipos, tipos que passam na nossa vida e só querem sentar um pouco em nossa cadeira, tomar um gole da nossa vida, usar um pouco do nosso tempo, e assim partem, quando encontram outra mesa vaga.

Vaga? Não.

Aqui a mesa não tem lugar para você.

Elaine Ribeiro

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