Cada dia mais e mais, está ficando comum ouvir das pessoas, voltei para meu ex, estou saindo com o ex, meu P.A é meu ex, ou seja, apesar de conhecermos pessoas novas todos os dias, os lances serem mais comuns e rápidos, as pessoas continuam demorando a permanecer por mais de algumas semanas, quando não permanecem apenas uma ou duas saídas.
É comum nos sentirmos meio nostalgicos e diante de tanto lixo humano, tristeza, depressão, mortes em série nos noticiários, começarmos a nos preocuparmos com o que ficou para trás e com o porvir.
Buscamos religiões, livros, gurus, macumbeiros, cartomantes, padres, pastores, amigos e até no banco do analista, resolvemos tentar entender os porquês.
Retornamos ao fim várias vezes, revemos os erros centenas de momentos, refazemos as cenas tal como em um filme, então o grande problema começa: o medo.
Começamos a ter medo da pessoa antiga, da pessoa presente e da pessoa que iremos conhecer.
Começamos a ter medo de morrer e o medo nos paralisa a vida.
Começamos a ter medo pela vida dos nossos filhos e prendemos os mesmos em casa, pois é comum vermos que o Filho de alguém morreu, Fulano se drogou, Ciclano estava na rua no desastre, Beltrano não devia estar naquele horário na balada.
Mas será que é assim na prática, será que é comum termos as mesmas atitudes que os pais mais diligentes, será que a vida não nos deixa entregamos nossos filhos à própria sorte?
Cada vez mais e mais, está mais fácil entregar o outro à própria sorte, partir, separar, não casar, não se vincular, não ter obrigações, não se relacionar sério, não se amar apenas uma pessoa.
Discordo da maioria, pois sou uma minoria que conhece pessoas boas e boas pessoas todos os dias.
Homens maravilhosos, mulheres inacreditáveis, ainda acredito que se relacionar não é loteria, pois nas tentativas, na idade apropriada e com um pouco de senso ou amor, é possível encontrar alguém para dividir uma história ou as contas.
Por isso, a questão do reencontro é tão questionada, o retorno também.
Será que o reencontro é uma saída? Será que é a melhor saída?
Quando reeencontramos alguém que tivemos um relacionamento e passamos a tentar novamente, o que seria o tentarmos? O que seria o certo? O que seria a atitude correta?
Será que a nossa atitude não é fruto da nossa evolução?
Será que só sabíamos fazer aquilo, naquela época, por que só tínhamos isso?
Será que era cômodo agirmos daquela maneira sem nos revermos, pois rever e agir diferente dá muito trabalho?
E nesse reencontro, é na verdade um reencontro com nosso ego.
É o reencontro das vaidades, dos medos, dos orgulhos, das insatistações, do egoísmo, dos ciúmes, dos nossos piores receios.
É o momento que questionamos o que queremos, o que somos e o que o outro representa para nós.
Mas será que realmente queremos o outro?
Será que realmente aceitamos o outro com seus devaneios, qualidades e defeitos?
Será que amamos realmente aquilo alí?
Será que é possível após um período de tempo voltar uma convivência que teve altos momentos e baixos instantes?
São perguntas que devemos nos questionar, pois o reencontro, o retorno, pode realmente ser um fim.
Mas o fim não é tão ruim, é um ressurgimento de um novo começo.
É a morte, é a mudança, é a renovação, é a vida.
Vida que sempre no fim nos mostra sua força, vida que nos faz renascer das cinzas ou apenas saber que foi bom enquanto durou e se não foi bom, também durou.
Elaine Ribeiro
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
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