Ver alguém olhando para o outro com desdém ou desprezo, sempre me assusta, pois os olhos não mentem.
É possível achar a ironia ou o sarcasmo em um olhar.
É fato olhar e identificar uma mentira.
É claro que alguns não sustentam o peso da verdade e assim, baixam o olhar.
Mas sempre a inveja me deixa mais preocupada, é aquele vampirismo silencioso, sem briga, sem saída.
A inveja seca devagar, à distância e de forma silenciosa.
O outro vai se tornando a ameixa seca. Perde o brilho pelo sulgar alheio.
O invejoso também não se sustenta, já que se alimenta do mais vil alimento, da vida alheia.
Dessa forma, ele não cria nada, não melhora, não tem brilho próprio, não aparece, não enaltece, não permanence em cena.
Afinal, é o invejado que rouba a cena.
Elaine Ribeiro
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
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