segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

HOMEM BLOCO

O bloco no carnaval é algo que merece análise e uma reflexão.
Em minhas pesquisas acadêmicas, no carnaval, observei o HOMEM BLOCO do Rio de Janeiro, seria uma espécie em franco crescimento, surgindo em série, tal como uma virose.

O HOMEM BLOCO seria um rapaz entre 18 anos e em média com 40 anos, pois se passar disso, fica fora do padrão, pode ser gordinho, mas em sua maioria são homens fortes, sarados, malhados, cabelos bem cortados, tatuados, sem camisa, pulando, bebendo muito e num calor escaldante do Rio de Janeiro, em pleno Fevereiro, bebendo a tal da VODKA com RED BULL, ou até energético em Garrafa Pet.

Objetivo nº1 : Beijar.

Objetivo nº 2: Apenas beijar.

Um pequeno grupo dos qualificados nesta categoria, ainda querem conversas amenas, alguns trocam números de telefone, outros ficam apenas olhando e mexendo com todas, e outros apenas bebem e bebem.

Outro grupo, dança com a parceira, outro quer logo dar um beijo de novela, outro quer dar um beijinho molhado no caminho.

O HOMEM BLOCO vai para o carnaval em pleno sol radiante, nas praias ou em ruelas, pula como se fosse o último carnaval, puxa todas como se fossem únicas.

Alguns espécimes, se utilizam de feitiches, se vestem de colegial safada, branca de neve, fada, empregada doméstica e até tem alguns mais ousados, que saem de fralda e chupeta.

Nesta categoria vemos os que mexem com as mulheres e com seus desatinos.

Outro HOMEM BLOCO apenas olha as mulheres sedento, babando e nem chega perto, participa tal como um voyer da cena, sem participar da ação e da reação.

Outro HOMEM BLOCO sai a cata de uma paixão de carnaval, tenta o jantar, busca uma noite de conquista, um encontro em outro dia, liga e marca algo após o bloco, tenta mostrar seriedade e que é diferente.

Outro pede só um beijo.

Outro nem pede, pega na marra.

Outro se humilha, para que você dê uma esmola.

Outro quer você para se sentir o cara, outro nem te olha.

Outro olha para você, para todas, paquera todo mundo e está ali para o que der e vier, pois se bater no jogador é penalti.

Assim, de bloco em bloco, novos tipos vão surgindo.

A categoria cresce, a originalidade é gritante.

Mas não se esqueça, o carnaval dura algumas semanas no Rio de Janeiro, curta, pule, e depois lembre-se, ainda podemos nos esbarrar, em outro momento, em outro lugar, em outra hora.

Elaine Ribeiro

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