Histórias, lugares por onde andei, corações, pessoas, amores, paixões.
Quando se lê uma carta antiga ou um cartão postal, é possível sentir viva a HISTÓRIA de quem partiu, é possível entender o hoje, é permitido chorar novamente e até rir com uma sonora gargalhada de tudo.
Nos observamos tão puros, tão jovens, tão meninos e meninas, ou vemos o quanto alguém era duro, velhaco e triste.
Notamos as histórias de luta, as guerras internas, as desilusões e as controvérsias.
No eterno desatino, descobrimos que não nos conhecemos até hoje e ao mesmo tempo, parece que vivemos demais.
Em uma HISTÓRIA cheia de geografias, estão os lugares que fomos, os bairros que moramos, as ruelas que visitamos, as ruas que namoramos.
Passamos em pedaços de biografias, montamos nossos quebra-cabeças e nos questionamos, se éramos de verdade e agora tudo virou sonho ou até pesadelo.
Sentimos saudades do passado e outras vezes forçamos a mente para lembrar dele.
Parece sonho, parece momento, parece segredo, mas hoje ninguém mais se importa.
Abrimos portas, fechamos outras, quebramos outras e algumas nunca mais retornamos.
Parece que o tempo apenas passou, voou, não retornou.
Por isso, vamos viver mais o hoje, se está bom e não fizemos mal a ninguém, quem se importa?
Escrever a biografia da nossa vida, com arte, com classe, com amor, para que nossa geografia seja de planaltos, sem montanhas, nem depressões e sem abismos.
Aprendendo o caminho para no final rever com saudades, sem lágrimas e sem culpas.
Elaine Ribeiro
quinta-feira, 28 de março de 2013
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