sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Nunca mais é pouco tempo

Quando alguém fala " nunca mais", pode ser que seja nunca mais mesmo.
Mas a maioria das pessoas normais utilizam o "nunca mais" como uma expressão para dar um tempo.
Um tempo de um ano, um tempo de dois anos, um tempo de meses ou dias.
Pode ser que  a pessoa que cita nunca, pode dizer talvez.
Pode ser que jamais, seja algum dia, mas não agora.
Várias vezes me peguei fazendo algo que eu falei que não faria nunca mais.
Não por falta de personalidade ou de caráter, apenas o "nunca mais", hoje, havia perdido a importância.
Nós mudamos.
O que nos afetava ontem, hoje não nos afeta mais.
O que nos irritava ou nos deixava triste, hoje já nos fez fortes e não tem mais importância.
Nunca mais é pouco tempo.
Um tempo para repensar, um tempo para o coração, um tempo para passar a compreender a situação.
Um tempo para se amar, um tempo para entender o outro, um tempo para esquecer.
Se já foi esquecido, não é nunca mais, pois o que se esqueceu foi sem importância, não nos causa mais o desespero, deixou de existir, pode ser que enfim, agora, no hoje, nunca mais passemos a lembrar, porque nunca esquecer é muito tempo.

Elaine Ribeiro

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