Amor antigo é como uma carta no armário.
Tem horas que vamos limpar algo, mudar as caixas de lugar e esbarramos naquele pedaço de passado.
Naquele tempo em que tudo era lindo e éramos únicos, um casal de cisnes no lago cristalino.
A visão dos apaixonados é sempre tão cristalina, sempre será para sempre, sempre será único, tudo é verdadeiro e nunca nada irá macular tal romance.
Mas até os amores antigos não são para sempre.
Chega um período da vida que os colocamos naquele canto do coração que ele não sai mais.
É um canto empoeirado, um canto isolado, uma caixa trancafiada com uma chave.
Aquele amor fica ali adormecido, morto ou viúvo.
Aquele amor que não se vê mais, que não se sente mais.
É aquela saudade do estado de ser apaixonado.
É aquela vontade de rir da bobeira, é olhar o outro com aquela sensação que o peito vai estourar.
É abaixar o olhar para não ser descoberto, é apenas sentir.
Isso é o amor.
Um amor que já pulou no peito, mas que agora está amarelado, esquecido, apodrecido.
Um amor que jamais se renovará.
Um amor que ficou na lembrança, em um tempo atrás, é como um filme antigo.
Ninguém quer que ele seja novamente um sucesso, apenas se assiste quando se dá uma sensação de saudade.
É AMOR ANTIGO, apenas isso.
Apenas uma sensação que ele ainda existiu.
Afinal ele existiu e foi AMOR.
Abraços
Elaine Ribeiro
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
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