Certa madrugada resolvi caminhar, sentir o ar mais fresco e ver as luzes dos prédios, das frestas das janelas.
E acabei por entrar em um parque, que nas altas horas da madruga, era povoado por alguns sem teto, casais de namorados e naquele momento, eu.
Resolvi então adentrar no parque, cheio de sombras, sentindo o arrepio de estar só, mas sob os olhares dos morcegos e das corujas..., também dos pequenos insetos, que estavam aí a morar.
Quando notei uma pequena Ponte.
Sorri e resolvi que iria atravessar.
Contudo, no momento que ia realizar meu intento, algo me fez parar.
Será que era certo eu cruzar no momento, será o correto era que eu voltasse ao ponto de saída, será que era uma completa besteira eu não passar?!
Meio que sem nenhuma conclusão, sentei perto da PEQUENA PONTE e resolvi MEDITAR.
Se atravessasse eu ia parar no outro lado, ia ter que dar uma volta imensa para voltar de onde saí, para enfim retornar para casa, naquela hora , naquela madrugada.
Se eu desistisse, faria o mesmo caminho e ao ponto de partida, retornaria sem curvas, sem delongas, faria o caminho que já conheço, tão fácil de retornar.
Então no momento que pensava, notei um atalho perto da ponte, agora mais tranquila, vi que era mais curto que o anterior, além de que não daria aquela volta imensa para retornar para minha casa, para minha segurança.
Levantei e parti.
Parti sem olhar para trás, pois os caminhos que já percorri não me serviam mais, os que não percorri, não me interessam, pois eu já fiz a escolha, desisti deles, antes mesmo de atravessá-los.
Quanto ao caminho que fiz, esse foi excelente, pois a melhor escolha é feita no presente, pois o passado não retorna e o futuro depende de nossas escolhas hoje.
Elaine Ribeiro - AUTORA

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