segunda-feira, 1 de julho de 2013

Era só sexo...

Era só sexo.
Muita gente passa um tempo, às vezes um grande período de meses para entender que isso ocorreu.
Nem sempre um relacionamento é baseado em amor de forma equilibrada para os dois.
Um dia à dia regado ao tesão, vinho, luz de velas, muita cama e algumas piadas, pode fazer parte de uma fase da vida, mas não é para ser vivido até o final da vida.
Um relacionamento proveitoso é feito de amor, amizade, cumplicidade, carinho, realizações, construções, edificações, é estável, sendo um porto seguro para as duas partes.
Não se vive de mentiras, mistérios, casos escusos,  libertinagem nas entrelinhas e nem de sexo.
O sexo quando vivido aos extremos pode nos pirar, nos deixa obsediado, doente, enlouquecido, com sede.
É difícil de esquecer por atingir um lado animal nosso, mexer com instintos, até beirando à nossa própria loucura.
Por ser só sexo, a parte que se aproximou para viver a experiência, uma hora cansa do brinquedo.
Tal brinquedo é prazeroso, dá tesão, cria sensação, mas é o COISIFICAR o outro, é como se estivéssemos em um site pornográfico as escondidas, ninguém pode saber, a sociedade fica fora disso.
Hoje, após conversar e estudar sobre o assunto no ponto de vista da troca de energia, vejo que estão tais relacionamentos fadados ao rompimento,pois se uma das partes se apaixonar e da paixão virar amor, quebrou o elo da libidinagem, que era só mais um grande caso de sexo, não era para evoluir.
Em geral, pessoas mais espertas, emocionalmente mais frias e materialistas, conseguem manter relacionamentos assim, contudo, a maioria das pessoas não são assim e sofrem em tais relacionamentos.
Uma grande maioria entra de cabeça, acredita no outro, vive a ilusão em grande escala.

É a queda do cavalo, é a descoberta de que no Cavalo de Troia há algo além da madeira, é o interesse escuso, encoberto na figura do bom moço.

Vemos mulheres e homens que são boas pessoas segundo ao grupo que vivem, bons profissionais, mas que na intimidade buscam usurpar e se aproveitar de outras pessoas no relacionamento íntimo.

O abuso vai desde se utilizar do outro para levantar a autoestima, vai de ter um sexo com alguém que está sempre à disposição, até o sadismo de criar expectativas para se divertir com a vida de outrem.

Solteiro pense nisso.
Não é para se fechar ou criar um muro intransponível.

Mas é para ao abrir a porta, analisar de forma mais criteriosa o tipo que só busca viver aventuras, momentos, sem nenhuma responsabilidade com o coração do outro.

Elaine Ribeiro

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