Eu sempre me pergunto no que é namorar, pois em uma sociedade como a nossa das uniões temporárias, dos acasalamentos de uma noite, do prazer alucinado, sempre volto ao mesmo questionamento: ter ou não ter namorado, eis a questão?
Namorar é algo tão antigo quanto a bíblia, as pessoas já trocavam olhares e faziam juras de amor.
Mas o que fazer quando se quer namorar e o outro não quer compromisso?
Não quer o hábito de ligar para dar boa noite ou um mero bom dia. Não quer poder fazer cafuné em alguém no final de uma boa balada ou simplesmente não quer ter o hábito de se ver ao longo da semana. Não quer fazer uma programação de uma viagem. Não quer falar do futuro. Não quer combinar um final de semana antecipadamente.
Que namoro seria esse? Será que isso é namoro?
Pensando sobre isso, refletindo, com base na vida atual, resolvi entender a forma atual de se relacionar das pessoas.
Algumas classificam as pessoas como meramente bens comestíveis e fungíveis, ou seja, servem apenas para o prazer imediato, mas não duradouro, são para relações frívolas e temporárias.
Outras classificam as pessoas como produto, ou seja, são até duradouros, mas alguém busca utilizar por um período e depois passar para outrem, pois para permanecer na vida delas daria muito trabalho para realizar a manutenção.
Outras no entanto, são classificadas como bens públicos, servem para você e também para todos, melhor partilhá-las que ficar sem utilizá-las, já que são extremamente usadas pela sociedade.
Algumas também são classificadas como artigos de luxo, são caras de se manter e de utilizar, a assistência técnica é importada, as peças são de extremo valor e requerem um investimento vultuoso.
Há quem entenda que outros são classificadas como lixão, ou seja, artigos descartáveis, que uma vez utilizadas não servem mais para nada, só para o mero descarte.
Também há a classificação de tóxicas, são as pessoas que nos fazem mal, causam doenças, nos transmitem o vírus do mau humor, da tristeza e da vontade de chorar.
Assim, o tempo passa, outros até conhecem as pessoas especiais e raras, essas são valorizadas, mantidas pela parte e são separadas do resto da sociedade.
Apesar de tal classificação, cheguei a conclusão que apenas o namoro ou o convívio vai nos mostrar quem são as pessoas, como se classificam e no final de tudo, podemos avaliar se valeu a pena o tempo desperdiçado ou não.
Elaine Ribeiro
sábado, 22 de setembro de 2012
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