Entender o coração do outro é sempre um grande caminho a ser percorrido.
Assim, é extremamente difícil entender o amor que o outro reservou para nós. É extremamente difícil estar em um relacionamento que não se pode trocar as dúvidas, as dores e as tristezas internas.
Isso também ocorre no trabalho, quando por exemplo não temos a liberdade de falar com o chefe e dizer o que incomoda, pois o líder não consegue liderar.
A Liderança nos Relacionamentos é uma dádiva, um copo de água no deserto.
O que ocorre com a ausência de conversas, de trocas, de papos à dois, é a ausência de amizade e de cumplicidade entre duas pessoas.
Quanto mais nos abrimos, quanto mais traduzimos nossos sentimentos, mais perto estamos do outro e podemos até chegar a conclusão de um único caminho a ser tomado pelos dois.
Mas quando não se consegue conversar, há o nascimento da dor. A dor não cala, é a dor na cabeça, no peito, no joelho, na coluna, na mente e a dor no coração. São nossas lágrimas internas, ficamos como uma panela de pressão que poderá explodir em um instante.
É uma pena.
Os seres humanos precisam conversar para se entenderem, pode ser pela linguagem escrita, pela linguagem falada ou mímica. Por isso que falamos com os animais domésticos, precisamos falar para nos situarmos no nosso espaço.
Quando amamos isso ocorre também. Não ficamos apenas parados observando o outro, para amar profundamente é preciso o contato pela conversa.
Não é apenas o contato físico que nos faz gostar do outro. A intimidade é uma continuidade de algo que iniciou durante o dia.
O ser humano ama um conjunto de atributos no outro que advém da convivência, tal como os olhos, as mãos, o sorriso, o jogar de cabelos, o modo de andar, a forma que o outro nos trata, a realização de viagens maravilhosas, o cuidado no momento em que o outro está doente ou quando morreu um parente, a forma como trata nossa família, ou seja, a forma de como se permanece ao lado do outro, de como se dedicou ao relacionamento.
Se o dia foi bom, a noite será maravilhosa. Mas tem que ter a cumplicidade à dois.
Nessa cumplicidade nasce o respeito.
Quando conhecemos os limites do outro, passamos a respeitar seus sonhos, seu modo de viver e sua forma de interagir na vida em sociedade.
Não podemos mais passar pela nossa vida e deixar as dores internas em ebulição.
Tenho certeza que podemos mais que isso.
Se você não consegue sozinho resolver seus problemas, ame-se, ame outro. Vá fazer uma terapia. Coloque isso para fora, fale com alguém que não te conhece e não conhece o seu relacionamento com o outro.
Não desista de tentar rever o hoje. Poderia ter sido lindo. Era só você ter ouvido os sonhos do outro, ter tentado realizar mais momentos juntos no seu relacionamento. Ter sido menos você e mais nós dois. Um relacionamento se constrói por duas pessoas, é preciso abrir mão do eu e pensar à dois, é preciso ouvir o outro e chegar ao consenso. É preciso se amar e se dar para o outro.É preciso não ter vaidade, é preciso deixar de lado a arrogância.
Só assim se chega ao outro.
Caso não seja possível tal entrada, o outro acabará por se fechar.
Às vezes estamos tão feridos por dentro que queremos apenas um abraço, um carinho, ficar ali. Às vezes queremos apenas um eu te amo e não queremos apenas sexo.
Devemos nos amar e amar o outro para não se contentar apenas com migalhas.
Você pode mais na sua vida e na do outro.
Você é mais bonito que isso.
Amar o outro é amar os beijos, os abraços, o carinho, o toque no rosto, é olhar nos olhos, é ver o brilho no olhar.
Ser inteiro é não viver de mentiras, é realizar as verdades do seu coração.
Mas se você deixou de amar o outro ou não amou o suficiente para entrar de cabeça na relação, pode ser que o relacionamento não seja tão importante para você, que pode ser deixado ao segundo plano, o outro terá que entender e aceitar.
Mas nunca podemos aceitar menos.
Viver na mediocridade é viver aceitando menos do outro e oferecendo menos à si.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Ausência de conversas nos relacionamentos e a dor interna...
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